Como a Piracanjuba Cresceu 244% em Menções de IA com SEO e GEO

Executivo sentado diante de um notebook em um escritório moderno, analisando indicadores digitais enquanto elementos visuais de inteligência artificial, reputação online, avaliações, proteção de dados e monitoramento aparecem sobrepostos em uma interface futurista.

A disputa por atenção digital deixou de acontecer apenas nas páginas de resultados do Google. Além de aparecer bem posicionada em buscas tradicionais, uma marca hoje também precisa ser citada como fonte confiável dentro das respostas geradas por inteligência artificial. Esse é justamente o pano de fundo do case do Grupo Piracanjuba, indústria de lácteos e alimentos que, em 2025, ampliou de forma expressiva sua presença digital ao combinar SEO (Search Engine Optimization) com GEO (Generative Engine Optimization) em seus sites institucionais, e que trazemos aqui como exemplo prático de algo que defendemos com frequência neste espaço: presença digital não se constrói só para o Google, se constrói para todo o ecossistema onde o consumidor pesquisa e decide.

A seguir, mostramos como essa estratégia se traduziu em resultados concretos e o que ela revela sobre as boas práticas que o próprio Google reconhece como eficazes para ganhar visibilidade tanto em buscadores quanto em plataformas de IA generativa.

De canal institucional a fonte de referência

Até pouco tempo atrás, um site institucional cumpria uma função relativamente simples: apresentar a marca, o portfólio e os canais de contato. Com a chegada de recursos como o AI Overviews e o AI Mode do Google, além de assistentes como o ChatGPT, esse papel mudou. Deixar de investir em conteúdo estruturado e relevante hoje significa abrir mão de aparecer justamente no momento em que o consumidor está pesquisando e decidindo, seja em uma lista de links, seja em uma resposta sintetizada por IA.

Foi com esse pano de fundo que o Grupo Piracanjuba investiu em uma estratégia de conteúdo orientada por dados, com uma meta dupla: fortalecer a performance nos buscadores tradicionais e, ao mesmo tempo, transformar o site institucional em fonte citável por sistemas de IA generativa.

Os resultados no site institucional

Os números do primeiro ano de estratégia mostram o tamanho do avanço. O blog institucional da Piracanjuba ultrapassou 11 milhões de impressões em buscas online, com crescimento de quase 50% na visibilidade em menos de 12 meses. O portal também registrou 673 mil cliques orgânicos no período, consolidando-se como canal relevante para quem busca informação sobre leite, queijos, bebidas lácteas e produtos zero lactose.

O dado mais revelador, no entanto, está fora do universo tradicional de buscas: as menções à marca em plataformas de inteligência artificial generativa cresceram 244% em 2025, com 478 páginas do site institucional sendo utilizadas como fonte em respostas sobre produtos e temas do setor alimentício. Ou seja, o mesmo conteúdo que atrai tráfego orgânico também passou a alimentar respostas geradas por IA, exatamente o comportamento que a documentação oficial do Google descreve ao explicar que os recursos de IA generativa se apoiam nos mesmos sistemas centrais de ranqueamento da busca tradicional.

Por que esse case está alinhado às diretrizes oficiais do Google

Vale destacar que os resultados da Piracanjuba não vêm de "truques" de IA, mas de práticas que o próprio Google reconhece como eficazes. Segundo a documentação oficial do Search Central, os recursos de IA generativa não constituem um sistema à parte: eles utilizam técnicas como retrieval-augmented generation (RAG) e query fan-out para buscar e organizar informação diretamente do índice de busca tradicional. Isso significa que, para aparecer bem citada em respostas de IA, uma marca precisa, antes de tudo, estar bem indexada e ser relevante na busca convencional.

O Google também é enfático ao afirmar que otimizar para IA generativa nada mais é do que otimizar para a experiência de busca como um todo, não existe uma disciplina separada, com regras próprias, chamada "GEO" ou "AEO". Por isso, táticas populares como criar arquivos LLMS.txt, fragmentar o conteúdo em pequenos blocos ("chunking") ou reescrever textos especificamente para a IA são, segundo o próprio Google, desnecessárias. O que realmente importa é produzir conteúdo não-commodity: material que carregue experiência real, ponto de vista próprio e informação que não poderia ter sido escrita por qualquer concorrente ou reproduzida facilmente por um modelo de IA.

É exatamente esse tipo de abordagem que parece explicar o sucesso da calculadora de proteínas da ProForce: em vez de apenas replicar conteúdo genérico sobre nutrição, a marca criou uma ferramenta interativa e útil, capaz de responder a uma dúvida real do consumidor, o tipo de material que, segundo as diretrizes de conteúdo útil do Google, tem mais chance de ser salvo, recomendado e citado.

O papel da autoridade e da experiência do usuário

Outro ponto de convergência entre o case Piracanjuba e as diretrizes de qualidade do Google é o conceito de E-E-A-T (Experience, Expertise, Authoritativeness, Trust). Segundo a própria marca, o objetivo da estratégia foi transformar os sites institucionais em fontes de informação confiável, conectando o conteúdo produzido por especialistas às dúvidas frequentes dos consumidores.

Esse posicionamento conversa diretamente com o que o Google recomenda: mostrar de forma clara quem produziu o conteúdo, demonstrar conhecimento real sobre o tema e construir, ao longo do tempo, uma reputação de autoridade dentro do próprio nicho, no caso, o setor de laticínios e nutrição. Quando a marca aparece como fonte em respostas de IA, isso não acontece por acaso: é reflexo de sinais de confiança acumulados ao longo do tempo, não de um ajuste técnico pontual.

Conclusão

O case Piracanjuba ilustra uma tendência que tende a se consolidar nos próximos anos: marcas que tratam SEO e visibilidade em IA como frentes complementares, e não como disciplinas separadas, colhem resultados mais consistentes tanto em tráfego quanto em reputação digital. Os números falam por si, mas o que sustenta esses números não é nenhum atalho técnico, é justamente o que sempre recomendamos por aqui: conteúdo com substância real, estrutura técnica saudável e autoridade construída de forma consistente ao longo do tempo.

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Perguntas frequentes sobre SEO, GEO e presença digital

1. O que é GEO (Generative Engine Optimization)?

GEO é o termo usado no mercado para descrever práticas voltadas a aumentar a chance de um conteúdo ser citado por sistemas de IA generativa, como o ChatGPT ou os recursos de IA do Google. O próprio Google esclarece, porém, que isso não é uma disciplina separada do ponto de vista da busca: na prática, trata-se de continuar aplicando boas práticas de SEO e de conteúdo útil.

2. Por que as menções da Piracanjuba em plataformas de IA cresceram tanto?

O crescimento de 244% nas menções à marca e de 900% nas menções à ProForce está associado à produção de conteúdo relevante, estruturado e centrado no consumidor, fator que, segundo o Google, aumenta as chances de uma página ser usada como fonte tanto na busca tradicional quanto nos recursos de IA generativa.

3. É necessário criar arquivos como o LLMS.txt para aparecer em respostas de IA?

Não. O próprio Google afirma que não é preciso criar arquivos especiais, marcações exclusivas ou fragmentar o conteúdo em blocos menores para ser compreendido por sistemas de IA. O fator decisivo continua sendo a qualidade e a relevância do conteúdo publicado.

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